Edmond Rostand criou com Cyrano de Bergerac o último grande mito do teatro romântico francês que chega agora em livro a Portugal com tradução de Vasco Graça Moura.
Edmond Rostand (1868-1918) traça nesta sua célebre comédia heróica o retrato de um Cyrano de Bergerac, poeta, espadachim, apaixonado, visionário, precursor da ficção científica, mosqueteiro do rei, insolente, extravagante, arruaceiro, fidalgote gascão, «maldito» e temido pelos poderes, que enche toda a peça e todo o palco.
Tipologia Obra: Livros
Damião de Góis e o livro de horas dito de D. Manuel
Ensaio sobre o “Livro de Horas de D. Manuel”, uma das obras paradigmáticas da iluminura em Portugal.
David Mourão-Ferreira ou a Mestria de Eros
Ensaio do autor sobre David Mourão Ferreira que inclui um apêndice bibliográfico e vinte poesias inéditas suas.
“David Mourão-Ferreira teve a gentileza de organizar e ceder, para publicação com o presente ensaio, o conjunto das admiráveis «Vinte Poesias Inéditas» que se lhe seguem. A colaboração do próprio autor estudado permite portanto facultar ao leitor a possibilidade de transcender os limites da bibliografia utilizada. E deve sobretudo registar-se aqui a valorização literária que esses inéditos traduzem a este volume, bem como o gesto amigo de David Mourão-Ferreira a conferir assim ao meu texto uma qualidade que está muito longe de ter.”
Vasco Graça Moura
Dezassete Sonetos de Shakespeare
É provável que o principal pilar do cânone da literatura ocidental seja a obra de William Shakespeare, poeta e dramaturgo inglês nascido em 1564, em Stratford-upon-Avon, cidade onde terá morrido em 1616. Além da sua obra dramática e de alguns poemas dispersos, os seus Sonetos constituem um monumento de composição e beleza, um atlas sobre a representação do amor, da passagem do tempo e da sua finitude, da paixão erótica, do desejo ou da solidão.
A meticulosa tradução de Vasco Graça Moura transporta para a nossa língua todo o génio do poeta inglês; é Shakesperare que escreve e ecoa na nossa língua, ora com exuberância e ironia, ora com melancolia, ora com a notável visão de um génio que sobrevive ao tempo e à morte. Só um tão notável poeta poderia traduzir Shakespeare desta forma.
Diálogo com (algumas) imagens
“Diálogo com (Algumas) Imagens” é um conjunto de reflexões sobre a arte (pintura e escultura) e os seus intérpretes, detendo-se Vasco Graça Moura sobre artistas plásticos onde toma como ponto de partida uma determinada obra (ou o conjunto da obra) de alguns dos mais significativos criadores do universo cultural português. José Rodrigues, Nikias Skapinakis, José Aurélio, Júlio Pomar, Siza Vieira ou Paula Rego são alguns dos artistas visitados.
Discursos vários poéticos
“Reúno neste volume algumas dezenas de textos de índole mais ou menos ensaística que escrevi nos últimos vinte e tantos anos, e que tanto foram feitos por ocasião de entregas de prémios e homenagens, como serviram para apresentar ou prefaciar livros, funcionaram como base de comunicações e conferências ou constituíram simplesmente artigos de temática literária ou afim. (…) Por se tratar de literatura na grande maioria dos casos, no conjunto arquivei também alguns «discursos em causa própria», em que abordei aspectos da minha própria actividade de poeta, tradutor de poesia, ensaísta e ficcionista.”
Vasco Graça Moura
Duas mulheres em novembro
Num consultório manhoso de um bairro lisboeta, duas mulheres esperam a chegada do médico, em Novembro de 1975. Nas ruas cheias o ambiente é tenso e sucedem-se as manifestações, naquela sala lúgubre elas estão sós consigo próprias, aguardando a hora de ser atendidas. A segunda a chegar mete conversa e descobre conhecer a sua ocasional «parceira»: ambas são do Porto, da Foz, de classe social muito diferente (a mãe de uma trabalhou para a mãe da outra) e com percursos de vida completamente distintos. E são estes percursos que, afinal, no fundo, também têm muito em comum, é o «retrato» mais íntimo das duas mulheres, que o leitor vai descobrindo através de magistrais diálogos, pungentes e divertidos, entre ambas – e, em simultâneo, interiores. Enquanto o médico não chega – e acabará mesmo por não chegar….
El soporte de la música
Antologia de poemas de Vasco Graça Moura, traduzidos para espanhol por Lauren Mendinueta.
Elegias de Duíno. Os Sonetos a Orfeu de Rainer Maria Rilke
As duas melhores sequências poéticas de Rilke, figura transicional entre os poetas tradicionais e os poetas modernistas. A sua poesia, que procura a comunhão com o inefável, numa era de descrença, solidão e ansiedade, influenciou autores e intelectuais por todo o mundo.
“Excelente formulação para designar aquilo que também entendo dever/poder ser a tradução do poema: uma orquestração de soluções próprias e uma rede funcional de traições, para que o resultado seja, como se costuma dizer e como convém nestes casos, um poema em português. Vasco Graça Moura consegue-o como talvez ninguém o conseguiria hoje em Portugal. Um conjunto notável que veste estes dois ciclos [tardios] de Rilke como uma segunda pele.”
João Barrento.
Eros em verso e reverso
Medalha de José Aurélio e 3 sonetos de Vasco Graça Moura